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quinta-feira, 26 de março de 2026

10 Melhores Episódios da 4ª Temporada de Smallville

A quarta temporada da série Smallville teve início em 22 de setembro de 2004 e chegou ao fim em 14 de maio de 2005, totalizando 22 episódios. Uma temporada extraordinária, mas controversa. Há quem ame e quem odeie, mas ela não passa despercebida. No meu ranking ela se encontra como a segunda melhor da série. E os motivos para a vice liderança são vários. A começar pela entrada de Lois Lane, enriquecendo a dinâmica da série com agilidade e humor. O fio condutor é a busca pelas três pedras do poder, que juntas formarão o cristal do conhecimento, que cria a Fortaleza da Solidão. Uma trama fascinante! Na busca pelas pedras estão os Luthors, os Teagues e uma bruxa do século XVII, a Condessa Margaret Isobel Thoreaux, possuindo o corpo de sua descendente Lana. Aqui é onde muitos fãs questionam a temporada, mas eu acho genial esse enredo da bruxa, mostra que há muitos séculos já se conhecia a história das pedras e já se buscava por elas. E os roteiristas mesclam os poderes de Isobel com os símbolos kryptonianos, inclusive com a tatuagem em Lana. É maravilhoso! Temos ainda Clark finalmente entrando para o time de futebol da escola, Chloe descobrindo seu segredo, além do voo mais belo de Clark em toda a série. São muitas camadas nessa temporada e episódios incríveis. Por isso, vamos logo aos seus maravilhosos momentos:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

10 Melhores Episódios da 3ª Temporada de Smallville

A terceira temporada da série Smallville teve início em 01 de outubro de 2003 e chegou ao fim em 19 de maio de 2004, totalizando 22 episódios. Uma das mais bem conduzidas temporadas da série. No meu ranking, ela se encontra como a terceira melhor de todas, ou seja, abrindo o top 3 e mostrando toda a sua potência. Ela já começa trazendo Clark explorando ao máximo seu lado sombrio em Metrópolis, nos proporcionando momentos únicos e maravilhosos. Temos ainda o brilhante fio condutor da conturbada relação de Lex e Lionel se aprofundando com a descoberta do assassinato dos pais de Lionel, e os métodos que ele usa para escapar da acusação e fazer Lex perder a sanidade. E há ainda a terapia de ressureição com o sangue de Clark. Uma temporada espetacular! Vamos aos melhores dos melhores episódios dela:

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

10 Melhores Episódios da 2ª Temporada de Smallville

A segunda temporada da série Smallville teve início em 24 de setembro de 2002 e chegou ao fim em 20 de maio de 2003, totalizando 23 episódios, a mais longa de todas. Por uma padronização da época, as séries dramáticas da tv americana tinham geralmente 22 episódios por temporada, mas por alguma razão, a primeira temporada de Smallville teve apenas 21, e provavelmente para equilibrar os números, a segunda acabou ganhando um episódio a mais. Essa temporada segue o mesmo modelo da primeira, mas avança alguns arcos na mitologia do Superman, trazendo novas abordagens e conflitos interessantes. Fácil demais também aleger os dez melhores episódios dessa temporada. No meu ranking geral, ela se encontra como a 6ª melhor da série, provando que tem muita influência. Então vamos lá aos seus melhores momentos:

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

10 Melhores Episódios da 1ª Temporada de Smallville


A primeira temporada da série Smallville teve início em 16 de outubro de 2001 e chegou ao fim em 21 de maio de 2002, com um total de 21 episódios, a segunda mais curta de todas. Essa temporada tem vários episódios marcantes e histórias interessantes. Eu consigo eleger os dez melhores com muita facilidade. Não é à toa que o programa fez sucesso logo de cara. No meu ranking de melhores temporadas, ela se encontra na posição cinco, ou seja, abrindo o top 5 das melhores temporadas, provando que sua origem continua forte e cativante mesmo com a evolução da história. E assim, vamos direto aos melhores momentos de Smallville em sua primeira temporada:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

15 Piores episódios de Smallville

Embora Smallville seja uma das minhas séries favoritas, repletas de episódios inesquecíveis e emocionantes, é uma série muito longa, com dez temporadas e mais de 200 episódios, o que fatalmente irá gerar, em alguns momentos, episódios mal elaborados e controversos, como toda série longa demais. É o custo por se ter uma série com temporadas muito extensas, seus altos e baixos. E, mesmo amando a série, não posso deixar de falar sobre aqueles episódios em que questionamos o porquê de existirem. Aqueles episódios que atrapalham nossa empolgação na hora de maratonar a série. Consegui identificar de imediato ao menos 30 episódios nesse perfil, mas enumerei aqui os 15 piores, aqueles que definitivamente me incomodam demais. Preparados para o show de tortura? Somebody save me...!!! 

15º. Sleeper (Sétima Temporada)

Episódio em que Jimmy banca um detetive em estilo James Bond para investigar Chloe, a mando do FBI, por ela ter invadido o sistema da Agência de Segurança Nacional. É um dos típicos episódios criados só para preencher a grade de uma temporada, sem quase ou nenhuma relevância para o enredo central da série e o desenvolvimento da temporada, como muitos episódios dessa lista. Algumas histórias conseguem se sobressair, mas a grande maioria é um ponto fora da curva, sem acrescentar nada e até prejudicando o andamento da trama. É o caso de Sleeper, que não traz nada de relevante para a sétima temporada e transforma Jimmy, da noite para o dia, de um romântico atrapalhado em um detetive perspicaz, comprometendo a credibilidade do personagem e consequentemente da série.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

15 Melhores Episódios da 4ª Temporada de Sandy e Junior

A quarta temporada da série Sandy e Junior foi ao ar de 7 de abril a 29 de dezembro de 2002, totalizando 36 episódios. A mais curta de todas. É a única temporada que não é ambientada no CEMA, tendo como pano de fundo o Condomínio Mata Atlântica e o espaço cultural Detonação. Totalmente reformulada, desde a abertura, tema de abertura e conceito geral, a temporada não trouxe mais os personagens Clara, Mau, Dodô e Teca, nem o time de professores, ao mesmo tempo introduziu outro elenco jovem, moradores do condomínio. Com tramas adultas, focadas no dia a dia dos personagens e em conflitos de geração, a temporada se destaca como a mais madura da série. No meu ranking das temporadas, ela se encontra como a terceira melhor. Dentre seus 36 episódios, selecionei os 15 melhores.

15º. A Megera Contra Ataca

Dona Marlene, cada vez mais amarga, chama um fiscal para apreender o jipe de Boca, que não tem alvará, e o coloca na rua. Café defende Boca e ela o demite. Enquanto está de aviso prévio, Café acolhe Boca em sua moradia, mas Dona Marlene descobre e despeja Café por justa causa. Junior leva os dois para trabalharem no seu estúdio no Detonação. Durante uma visita ao estúdio, Gilberto Gil reconhece Café do cenário musical e questiona a ausência dele. Junior então produz um show de Café no Detonação, fazendo dele um sucesso novamente. Episódio muito bem desenvolvido, que marca o fim do trabalho de Café como porteiro do condomínio e a sua retomada da carreira musical. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

15 Melhores Episódios da 3ª Temporada de Sandy e Junior

A terceira temporada da série Sandy e Junior foi ao ar de 1 de abril a 23 de dezembro de 2001, com um total de 38 episódios. Nessa temporada a participação de Sandy foi reduzida na primeira metade devido às gravações da novela Estrela-Guia, que ela protagonizava. Com o romance de Sandy e Gustavo encerrado, a produção parece, a princípio, que ficou meio perdida com o destino amoroso deles, e acabou fazendo Gustavo voltar com Clara. Já Sandy ficou sem ninguém até a saída de Gustavo da série, quando Bruno entrou, mas antes ainda teve uma tentativa mal sucedida de fazê-la se envolver com Festa. É a temporada do vilão Alvinho. No meu ranking de temporadas da série, ela se encontra como a última colocada. Contudo, dentre seus 38 episódios, selecionei os 15 melhores.

15º. Um Certo Doutor Fantástico

Durante a semana de saúde do CEMA, o colégio recebe a visita do médico sanitarista Dr. Moura, que age estranhamente com todo mundo e diagnostica Sandy com um vírus contagioso, a colocando em quarentena. Depois Rebeca e Camilo também são isolados. Bebel desconfia do médico e descobre que ele não é o verdadeiro Dr. Moura, e sim um paciente de um hospital psiquiátrico que fugiu. Enredo batido, mas que consegue se sobressair pela maneira divertida com que o médico aborda as pessoas e convence todos no CEMA de que há mesmo uma epidemia no colégio.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

15 Melhores Episódios da 2ª Temporada de Sandy e Junior

A segunda temporada da série Sandy e Junior foi ao ar de 5 de março a 31 de dezembro de 2000, totalizando 43 episódios. A mais longa de todas. É a temporada da relação entre Sandy e Gustavo e da introdução do trailer de Basílio. Marca também a entrada das crianças Duda, Talita e depois Glorinha. E também ocorre a primeira troca no time de professores, saindo Carolina e Marcão e entrando Rebeca e Miguel. No meu ranking de temporadas da série, ela se encontra como a melhor temporada do programa. Dentre os seus 43 episódios, eu selecionei os 15 melhores dessa temporada.

15º. Na Medida do Sucesso

Ritinha decide lançar sua própria grife de roupas e a galera organiza um desfile, convidando duas das maiores críticas de moda do país. Irene e Valdete ficam responsáveis por tirar as medidas da galera e costurar as roupas. Porém, Duda e Talita trocam o papel com as medidas e as roupas ficam prontas bem na hora do desfile com as medidas todas erradas. Apesar do aperto, Ritinha consegue dar um jeito e o desfile é um sucesso. Um episódio simpático e divertido de acompanhar. O desfile da galera no final traz um charme a mais à produção.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

15 Melhores Episódios da 1ª Temporada de Sandy e Junior

A primeira temporada da série Sandy e Junior foi ao ar de 11 de abril a 26 de dezembro de 1999 com um total de 37 episódios. Curiosamente, um episódio a mais foi gravado, mas acabou não indo ao ar nesse ano, apenas sendo exibido durante a temporada de férias entre 2 de janeiro e 27 de fevereiro de 2000. No meu ranking de temporadas da série, ela se encontra como a segunda melhor temporada do programa. Dentre os seus 37 episódios, eu selecionei os 15 melhores, que enumero abaixo.

15º. Na Boca do Povo

Ritinha e Max dormem na sala da torre no CEMA para terminar um trabalho de geografia e começa a circular pelo colégio um boato de que eles passaram a noite juntos, que Ritinha está grávida de gêmeos, que eles vão casar, morar em Santo André e Max vai trabalhar como torneiro mecânico. A situação só se esclarece quando Elvira chama o pai de Ritinha à escola. É um episódio muito divertido de acompanhar à medida que a fofoca vai ganhando novos contornos ao passar por cada um.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

15 Melhores episódios de Smallville

Um dos maiores desafios para um fã de Smallville é elaborar uma lista com os melhores episódios da série. São mais de duzentos episódios em dez temporadas de um seriado que tem legiões de fãs. Há toda uma nostalgia, uma memória afetiva impregnada pelos incríveis momentos que a série nos proporcionou. Há arcos maravilhosos, encontros de super-heróis do universo DC, personagens das HQs em passagens marcantes, e, claro, a subjetividade de cada fã, tornando esse resultado um ranking que nunca será unanimidade entre os fãs. Ainda assim, elaborei minha listinha com os 15 melhores episódios de Smallville segundo o meu ponto de vista. Não foi fácil, há ainda diversos outros episódios que eu adoro e ficaram de fora, assim como há outros episódios que muitos fãs jamais deixariam de fora. Mas há que ser feita uma seleção, então, com muito carinho mergulhei novamente nesses quinze episódios que mais me emocionam, me divertem e falam diretamente comigo quando penso em Smallville. Vamos juntos embarcar para o Kansas novamente.

15º. Promise (Sexta Temporada)

O episódio do casamento de Lana e Lex é um acontecimento na série. Dividido pelos três pontos de vista de Clark, Lex e Lana, o episódio vai revelando que nada é o que parece ser. Enquanto Lex mata o médico que forjou com ele a gravidez de Lana, ela cria uma armadilha para descobrir o segredo de Clark e decide não se casar, avisando a Clark que ainda o ama, até que no último momento diante de uma chantagem de Lionel, se vê obrigada a assumir o compromisso e se casar com Lex, despedaçando o coração de Clark. É um episódio muito bem desenvolvido, que vai mostrando aos poucos o conflito que cada um enfrenta ao longo desse dia. Ao final temos a sensação de Lana estar indo para a prisão e que toda a história dela com Clark está perdida para sempre. É um grande momento para a série.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

As melhores temporadas da série Sandy e Junior

O seriado Sandy e Junior foi um marco pra geração do fim dos anos 90 e início dos anos 2000. Ao longo de quatro temporadas, a galerinha mais ou menos passou por muitas aventuras, romances, intrigas, e acima de tudo, muita amizade. Do outro lado da tela fez a diversão das tardes de domingo de muita gente pelo Brasil afora. Durante os três primeiros anos teve como cenário o fictício colégio Centro Educacional Mário de Andrade (CEMA), que funcionava na verdade no Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas. Ali a galera e o time de professores viviam das mais simples às mais inusitadas experiências de um turma do ensino médio. Ao fim do terceiro ano e com a formatura, a série muda de cenário na quarta temporada e passa a ser ambientada no Condomínio Mata Atlântica, agora com o dia a dia dos moradores como pano de fundo para as histórias que aconteciam. Para analisar as melhores temporadas do seriado, não irei considerar os 20 episódios de férias, que passaram entre a primeira e a segunda temporadas, e entre a segunda e a terceira, já que eles eram, em sua maior parte, reprises dos episódios já exibidos, com poucas cenas inéditas. Assim, levarei em consideração apenas os episódios legítimos das quatro temporadas. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

As melhores estreias de temporada de Smallville

Assim como os finais de temporada de Smallville eram sempre grandes momentos na série, as estreias também eram cercadas de grandes acontecimentos. Muitas das situações que movimentavam os episódios de estreia tinham início no final da temporada anterior, ou eram consequência direta dela. As mudanças no tom das temporadas e o fio condutor que envolveria todo aquele ano já era definido na premiere. E os elementos-chave para compor um grande recomeço envolvia não só produzir uma excelente conclusão ao conflito iniciado no fim da temporada anterior, como engatar o novo arco que percorreria todo aquele novo ano. A tarefa de enumerar as melhores estreias de temporada de Smallville é bem mais difícil do que os finais, porque a série nos proporcionou melhores aberturas do que encerramentos ao longo dos anos, então praticamente todas as estreias são boas, deixando bem maior o desafio de definir qual é mais superior a outra. Com isso em mente, eu os convido a me acompanharem nesse passeio por esses dez icônicos episódios, como quem vai assistir a premiere de mais uma emocionante temporada. Toca a intro e me segue...

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Os melhores finais de temporada de Smallville

Se tem um aspecto em que a série Smallville conseguia se destacar eram os finais de temporada. Sempre que algum ano ia finalizar era certeza ter um grande episódio pela frente, com acontecimentos que nos causaria espanto, fascínio, paixão, preocupação, entre outros sentimentos, e nos prenderia à espera da nova temporada. Isso começou já na primeira temporada e foi seguindo assim ao longo dos anos. A fórmula era basicamente a mesma, desestabilizar um evento importante, provocar o caos, colocar os principais personagens em situações de perigo extremo, gerar acontecimentos impactantes, que pareciam não ter solução, deixando o desfecho para o início da temporada seguinte, o que gerou inevitavelmente incríveis estreias de temporadas. Tanto é que os melhores episódios finais são justamente aqueles que mais caos apresentam em seu roteiro. Em alguns momentos tivemos finais não tão eletrizantes assim, mas no geral a série nos presenteou com ótimos desfechos. Pensando nisso, decidi eleger os melhores finais de temporada de Smallville ao longo de suas dez temporadas. Uma tarefa delicada, já que estamos falando de dez episódios que deixaram sua marca na história da série, e por isso é sempre complicado apontar falhas ou equívocos de roteiro, mas tentarei ser justo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Ranking das Temporadas da série Smallville

Todo fã de Smallville já tentou, voluntária ou involuntariamente, criar seu próprio ranking das melhores temporadas da série. Há quase um consenso de que Smallville só foi uma série boa de verdade até a sexta temporada. A partir da sétima, ela começou a enfrentar dificuldades na condução do roteiro e direção da história. E com a saída de três figuras importantes a partir da oitava temporada, Lana, Lex e Lionel, ela perdeu muito da sua força e características originais. Claro que cada fã tem sua temporada preferida, e cada temporada tem uma subjetividade que vai encantar ou frustar um fã em particular. Então como fã assíduo e apaixonado por Smallville desde os primórdios, resolvi estabelecer meu ranking das melhores temporadas da série, com todo o carinho que ela merece, mas atento aos inevitáveis deslizes que percorreu. Somebody save me...!!!

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Ranking dos álbuns de Sandy e Junior

A tarefa de enumerar os álbuns de Sandy e Junior do pior ao melhor, a princípio, pode parecer simples, afinal eles começaram muito crianças e cada álbum novo conseguia superar o anterior em qualidade, caso não fosse, eles não conseguiriam ter chegado tão longe. Contudo, a partir de algum momento essa regra é quebrada e alguns discos mais recentes conseguem ser superados por outros mais antigos. É claro que essa é uma lista bastante subjetiva, vai ter quem discorde de algumas posições, vai ter quem não abra mão daquele disco preferido que nunca foi unanimidade entre os fãs. Enfim, como fã histórico dessa dupla, ex-cover, com décadas de histórias em comum, resolvi me arriscar e descrever sobre as qualidades e a sonoridade que mais me agradam, e claro, a memória afetiva que todos esses discos e essas músicas nos trazem. Analisarei os 16 álbuns (12 de estúdio e 4 ao vivo), não incluindo o último da turnê Nossa História, por se tratar mais de uma comemoração da carreira deles e não apresentar nenhuma canção inédita. Quer sentir? Vem comigo...!

16º. Aniversário do Tatu

Era de se esperar que este disco estaria na útima posição. O mais simples, ingênuo e cru da carreira deles. Tudo muito bobinho ainda. As canções com letras bastante infantis, falando da natureza, dos animais, de fazenda, impregnado de sertanejo, seguindo a posposta da época. Consigo destacar aqui as duas canções em estilo de lambada: "Charada" e "Lambamania". O ritmo que estava em alta no fim dos anos 80 e início dos anos 90 e fez muitos artistas gravarem ao menos uma canção no estilo. Essas duas músicas fogem um pouco do padrão sertanejo do disco e conseguem se destacar. Entre as canções sertanejas, uma se sobressai, "Casamento Natural", com participação de Xororó, é uma canção despretensiosa, mas gostosa de se ouvir, mesmo hoje, passados tantos anos. Os dois singles mais famosos do disco, "Aniversário do Tatu" e "Maria Chiquinha" não dizem muito mais hoje em dia, talvez agradem algum fã pela afetividade, mas seus méritos ficam só no passado.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Os 10 melhores episódios da série Sandy e Junior

O seriado Sandy e Junior foi ao ar de 1999 a 2002 nas tardes de domingo da Rede Globo. Um grande sucesso de audiência que catapultou a carreira da dupla, que já era sucesso no país. Os álbuns recordistas de vendas, "As Quatro Estações" e "Quatro Estações O Show", além do prestigiado  "Sandy e Junior 2001" e do disco internacional, o auge da carreira deles aconteceu justamente na época em que o seriado esteve no ar. Não dá pra negar a importância que a série teve na trajetória deles e na memória afetiva de uma geração que acompanhou a dupla e os episódios dessa galerinha mais ou menos semanalmente. Pensando nisso, decidi criar um ranking com os 10 melhores episódios que a série nos proporcionou ao longo de suas quatro temporadas. Tarefa das mais difíceis, já que são 154 episódios inéditos e mais 20 episódios intercalando trechos inéditos com reprises, que passavam no período de férias, totalizando 174, e se contar o episódio piloto que foi ao ar em 1998, fecha os 175. Entre o CEMA (Centro Educacional Mário de Andrade) e o Condomínio Mata Atlântica, muitas aventuras, romances e emoções tomaram conta dos nossos corações. Uma lista que atenda a todos os fãs é quase impossível, por isso deixo aqui essa simples contribuição daqueles episódios que mais me marcaram e me divertiram. Vamos lá!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

O fenômeno Sandy e Junior: há explicação?

Foto: Jairo Goldflus
O retorno da dupla Sandy e Junior, em turnê comemorativa de 30 anos de carreira, segue enlouquecendo o país exatamente como no auge de “As Quatro Estações”, 20 anos atrás. Ingressos esgotados em minutos, shows extras, desespero de quem ficou de fora. A gravadora Universal, detentora de toda obra fonográfica dos artistas, também não deixou a oportunidade passar, relançou alguns CDs avulsos, depois lançou um box contendo todos os 16 discos da carreira deles (embora a qualidade dessa nova tiragem deixe bastante a desejar), e agora está lançando três álbuns em vinil, formato em que a obra deles não era lançada desde 1995, com o disco “Você é D+!”.

Não há dúvida de que Sandy e Junior ainda é sinônimo de sucesso. Evidente que o hiato de 12 anos desde que a dupla se separou, em 2007, explica bem esse “boom” em 2019. Todos querem vê-los juntos novamente, os fãs nostálgicos e uma nova geração que não teve a chance de ir a um show deles. Caso a separação não tivesse ocorrido, não acredito que eles ainda estivessem fazendo todo esse barulho. Os últimos anos juntos já demonstravam uma desaceleração da sua popularidade. Contudo, isso não desvaloriza nem apaga um dos feitos mais raros da história da música brasileira. Sandy e Junior alcançaram sucesso ainda crianças, no primeiro disco, e foram mantendo e aumentando consideravelmente esse sucesso ao longo de mais de uma década. Como isso foi possível? E por que outras duplas e grupos infantis como Balão Mágico, Trem da Alegria, Luan e Vanessa e Mulekada não conseguiram também? Tenho minhas teorias de como pequenas decisões em determinados momentos foram significativas na carreira deles.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Marlon e a bola

Escutava Fagner na sala com minha mãe. Marlon corria pra lá e pra cá com sua bolinha de desodorante roll-on, seu objeto sagrado. Vez por outra, minha mãe chamava sua atenção para ele tirar a bola de perto dos móveis, antes que ela rolasse pra baixo de algum. Quando isso acontecia, ele traçava em sua cabeça todas as estratégias possíveis para retirá-la de lá, e em última alternativa, quando sentia que não seria capaz de fazê-lo, suplicava nossa ajuda da única maneira que conhecia: latindo! E nesse dia não seria diferente. Em pouco tempo o vimos com o focinho encostado no canto da estante e a bunda pra cima, em sua típica posição de herói farejador. Como percebemos que seria impossível ele retirar a bola dali, começamos a contar quanto tempo demoraria até ele pedir ajuda. Não deu outra! Começou com um pequeno grunhido, um chorinho, em seguida olhou para a gente e latiu. Era o sinal. Sua salvação dependia de nós. Minha mãe foi até lá e retirou sua bolinha.

Contudo, como já era de se esperar, pouco tempo depois, já estava ele de novo, focinho no chão e bunda pra cima. Só que dessa vez ele conseguiu a proeza de fazer a bola entrar em umas das cavidades externas da caixa de som. Meu aparelho de som é daqueles antigos, cujas caixas são bem maiores e separadas do conjunto. Ainda tem toca-discos nele. Uma raridade! Brinco com meu primo de 13 anos que ele tem a idade do meu aparelho. E claro que com as caixas no chão, era de se admirar que Marlon ainda não tivesse inserido a bola lá. Mas o dia chegou! Minha mãe ainda foi lá, procurou por trás da estante imaginando que estivesse por ali, mas nada. A direção do focinho dele só indicava um lugar, a bola estava dentro da caixa. E foi o que constatei quando cheguei lá. Conseguia até tocar nela, sentia correr de um lado a outro, mas era praticamente impossível retirá-la de lá. "Esqueça, Marlon! Essa bolinha você perdeu!".

Marlon, no entanto, não iria abrir mão de seu objeto precioso assim de cara. Fincou raiz ao pé da caixa e ali ficou. Não adiantava chamá-lo ou tentar fazer esquecê-lo. Ele não queria papo! Conseguiria sua bolinha a qualquer custo. Não tardou muito e começaram os latidos, os choramingados, uma pata forçando inutilmente o buraco, outra arranhando a tela. Minha avó encontrou a outra bolinha dele e antes de entregar, eu tentei subestimar a inteligência canina. Peguei a bola, coloquei no bolso, fui até a caixa, fingi que estava tentando retirar a outra, passei secretamente aquela entre minhas mãos e mostrei a Marlon como se fosse a que estava presa. Ele começou a pular de alegria, eu joguei então a bola no chão e ele correu até ela. Pronto! Problema resolvido! Foi o que pensei. Não deu dois segundos, Marlon cheirou a bola e olhou para mim, esperando que eu lhe entregasse a bola verdadeira. Como percebeu que eu não a tinha, voltou a seu lugar em frente a caixa e lá deitou.

Seu tormento continuou ainda ao longo da tarde. Todo mundo saía da sala e ele continuava lá. Se por acaso saísse para beber água ou lambiscar sua ração logo estava de volta. Quando alguém passava, ele olhava suplicante e latia. Mas não havia como retirar a bola dali. Joguei várias vezes a outra bolinha contra o chão, na tentativa de animá-lo a correr atrás, sem sucesso. Impaciente com a insistência de Marlon em obter aquela bendita bola, fiz minha última tentativa. Desconectei os fios do aparelho de som, retirei a caixa do local, enfiei os dedos na abertura do buraco e balancei a caixa até sentir a bola rolando em torno da saída. A manobra durou alguns segundos, até que em uma das voltas, a bolinha passou pela cavidade, encontrou meus dedos e mergulhou saindo. Meu sorriso não era de vitória, ao menos não minha. Marlon era quem verdadeiramente tinha conseguido retirar a bola através da sua eterna dedicação, afinal, na sua esperteza canina, o que entrou devia sair. Soltei a bola no chão, ele agarrou apressadamente e saiu desfilando com seu troféu na boca.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Por que não suporto canto de galo

Diferente do latido do cachorro, que incomoda simplesmente pelo barulho, o canto do galo traz uma melancolia, um descontentamento, um presságio fúnebre. Talvez porque o galo já vá dormir anunciando o despertar. E a sua pressa me incomoda. Quem mora perto de algum entende o que eu falo. Parece que ele passa a madrugada inteira avisando que o dia vai amanhecer, só que ainda não amanheceu, então por que ele não cala o bico e vai dormir? Quem sofre de insônia ver o dia se aproximar a cada canto. É um pesadelo!

Me lembro quando ainda criança, de acordar pelas três ou quatro horas da madrugada pra viajar para a cidade vizinha. O ônibus saía muito cedo porque seu destino final era a cidade de Mossoró, 4h de distância, então era preciso chegar o quanto antes na parada. Essas viagens para a casa da minha tia eram sempre uma festa, mesmo que o motivo fosse uma consulta médica ou um exame, afinal, o encontro com as primas era farra garantida. Porém, levantar cedo e se preparar para a viagem ainda era uma tortura. Entre luzes acesas, sonolência e lençóis sendo puxados, aquela cantoria infernal rompendo a madrugada: o galo!

Além da sensação de estresse por acordar àquela hora, obrigando a pupila a se contrair a cada piscada em contato com a luz do quarto, ainda era forçado a escutar aquela ave avisando que o dia não tardava a chegar, embora não tivesse chegado ainda. Na parada esquecida por todos, menos pelos galos, minha mãe, minha avó e eu aguardávamos de braços cruzados o ônibus passar. Esses minutos eram os mais tediosos. Podia sentir  no ar o desconforto daquela espera. O frio, o sono, os olhos puxados, a impaciência, tudo pedia para que aquele momento passasse logo. E como demorava!

Alguns anos mais tarde, voltei a madrugar toda semana quando passei a morar na casa dos meus tios para estudar. Novamente o mesmo estresse pra levantar, a sensação de vazio, o desejo de ficar, a obrigação de ir... e o velho galo nos ouvidos. O frio, o silêncio e o aperto na estrada invadiam minha mente. A esperança de um dia não ser mais necessário repetir aquela viagem se somava aos conselhos do meu avô de que tudo na vida tem seu propósito. Isso tudo enquanto tentava mover algum membro do meu corpo de lugar, antes que ficasse dormente.

Inevitavelmente, tive que repetir muitas vezes aquela viagem, não só enquanto morei na casa dos meus tios, como depois ao fazer faculdade. Devido a contramão entre a minha cidade e Campina Grande onde estudava, o único horário disponível para pegar todas as conduções até lá era saindo de madrugada. Não havia alternativa. Com o celular pra despertar, encostava a cabeça no travesseiro e logo estava de pé, só não dava pra ter certeza se o que me acordava era mesmo o alarme ou o canto do bendito galo.

Hoje estou de certo modo livre dessa jornada, mas não totalmente livre do chefe do galinheiro. Toda noite antes mesmo que a madrugada tenha início, lá o escuto entoando seu canto de superioridade, ainda bem que os cachorros urinam ao invés de uivar pra demarcar território. Há quem aprecie uma boa sinfonia de galo, quem relembre seus tempos no mato, no sítio ou na fazenda, mas no meu caso essa cantoria sempre foi constante, e acreditem, por mais lembranças boas que possam trazer, todo dia não há quem aguente.

Posso estar sendo rigoroso demais com nosso amigo tenor, contudo, não posso desassociar seu canto dos momentos de insatisfação que vivi. Ele estava lá, e inconscientemente, toda a melancolia daqueles dias retorna ao seu sinal. A noite perde um pouco sua extensão, já que aquele que só deveria entrar em cena ao nascer do sol, fica a madrugada inteira ensaiando. E olha que nem estou considerando a crendice de que canto de galo fora de hora é indício de má sorte. Até porque se assim o fosse, ele já estaria extinto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mantenha a distância um pouco próximo!

Deixando de lado a minha hipocondria, talvez eu tenha descoberto o mal de todos os meus fracassos. Nem é preciso ir muito longe no meu histórico comportamental para encontrar traços de uma desregulação emocional, raciocínio extremista e relações caóticas. Não seria lá grande coisa, se eu não tivesse descoberto que essas particularidades fazem parte de um diagnóstico maior, que talvez tenha me acompanhado desde muito sem que eu pudesse identificar. Me refiro ao Transtorno de Personalidade Borderline ou Limítrofe, também conhecido pelas siglas TPB ou TPL. Ih, lá vem Samuel de novo com outra doença pro repertório! Não, não dessa vez! Ou sim! O fato de eu dizer que tenho determinado transtorno é porque eu sinto que tenho, e não porque acho interessante e quero ter. Acompanhe o raciocínio! Se eu quase nunca ou só a muito custo consigo terminar o que comecei, afasto aqueles de quem mais preciso enquanto cobro paradoxalmente sua atenção, tenho tendência a paranoia, julgo as pessoas sempre pela última interação, e todas essas características estão presentes nos sintomas do TPB, o que devo pensar?

Em mais uma navegada dessas que leva a outra pela net, acabei caindo na imensa página do TPB da Wikipédia. Fui lendo por curiosidade e aos poucos me encontrei por lá. Descobri que uma das principais características do borderline é a intolerância à rejeição. Os borderlines são extremamente carentes de atenção, e quando falo carente não significa que ninguém lhe dê atenção, é que nunca é o suficiente. E como consequência, sentem-se ignorados quando perdem os holofotes. Escondem também profundos traços de masoquismo e sadismo. São muito imaturos emocionalmente, impacientes, buscam sempre recompensas imediatas, daí a falta de persistência em continuar os projetos, não toleram frustrações e tendem a colocar a culpa sempre em outros por suas próprias falhas.

Com um borderline não há meio-termo, ou ele gosta de alguém ou alguma coisa ou não. O que não quer dizer que o "não" de hoje não será o "sim" de amanhã, suas opiniões são facilmente inconstantes e contraditórias, assim como seu comportamento oscilante entre adulto e infantil. E aqui mais uma grande característica minha: irritam-se facilmente por coisas banais, e apesar de conseguir demonstrar certa "normalidade" em várias situações triviais, exibem escandalosamente a incapacidade em controlar sua raiva. Quem já presenciou meus excessos, sabe do que digo. Outras particularidades do borderline são os problemas com a identidade, sensações de irrealidade e despersonalização (sensação de não ser real, de inexistir), o que gera uma forte tendência suicida aliada a sentimentos crônicos de vazio e tédio. Como válvula de escape é comum a automutilação, a troca de uma dor emocional por uma física. Isso explica a sensação de deleite em arrancar a pele da sola do meu pé, e mais recentemente, dos lábios.

O indivíduo borderline é geralmente visto ainda como genioso, temperamental ou "de lua", como já afirmava meu amigo Júlio, mas também superficialmente adorável e simpático. No entanto, pelas pessoas de sua grande intimidade, principalmente a família, com quem entra sempre em conflito, são vistos como agressivos e mal-humorados. Essa na verdade é a maneira que encontram para demonstrar seus medos e se protegerem, e nisso são árduos manipuladores, embora não admitam (foi difícil incluir esse traço aqui) e considerados até "pacientes impossíveis" por alguns terapeutas, conhecendo o ponto fraco das pessoas e abusando das chantagens. 

Só até aqui já poderia me encaixar com perfeição no transtorno, mas esta última informação é o meu atestado final. O borderline não sabe estabelecer limites saudáveis entre suas relações com as pessoas, de modo que se alguém se aproxima demais, ele começa a se sentir subjugado, com medo de estar perdendo o controle ou de que o outro fique enojado ao conhecê-lo de verdade e o abandone. Ele começa então a se distanciar, mas quando faz isso, sente-se solitário e se aproxima novamente, reiniciando o ciclo. Essa ininterrupta contradição é uma constante na vida do borderline e pode ser uma boa definição dos extremos do TPB, além de conseguir me descrever em uma lógica que antes só existia na minha cabeça. Portanto, se alguém ainda duvida que faço parte desse notável grupo, tenta contra-argumentar, eu não tenho mais objeção. Só um conselho! Pra tentar buscar um certo equilíbrio, mantenha sempre a distância sem deixar de ficar próximo.