O que é mais íntimo numa relação? Um beijo na boca ou o ato sexual de fato? O que desperta mais prazeres e sensações pelo corpo? É possível alguém chegar ao orgasmo apenas com um beijo? Mas não seria um beijo qualquer. Seria 'aquele' beijo! Existe ainda a famosa "lenda" sobre os profissionais do sexo não beijarem seus clientes para evitar intimidade. Mas que tipo de intimidade estamos falando afinal? Quer relação mais íntima do que compartilhar o próprio corpo com outra pessoa? Bem, esse é o ponto de vista moral quando associamos intimidade às partes do corpo que não costumam ser vistas no dia-a-dia. Entretanto, se transferimos esse critério de aproximação para o lado afetivo de cada um, as relações íntimas vão depender do estágio de entrega emocional que uma pessoa consegue extrair do âmago da outra. Nesse caso um beijo poderia causar bem mais estrago do que uma bem sucedida cópula.
Na falta de sono numa dessas madrugadas, resolvi assistir um filme pela internet. Um garoto de programa e sua noite de aventuras em um prédio. "Strapped", amarrado em inglês, nos convida a conhecer a vida de um jovem à medida que ele adentra em uma noite de prazer e dinheiro em meio ao desconhecido e muitos pseudônimos. Não sabemos onde habita o verdadeiro ser que circula pelos corredores vazios à procura de grana. Mas aos poucos, entre um cliente e outro que arranja ao acaso, é possível ir penetrando no autêntico território desse personagem. O seu envolvimento é sempre sexual, como uma máquina preparada apenas para satisfazer o desejo do próximo, enquanto se mantém na maioria das vezes distante das emoções alheia. E uma vez feito, se veste e parte para outra.
O detalhe curioso acontece já no fim de sua maratona pelo prédio, quando seus olhos quase vencidos pelo sono e seu corpo cansado de praticar todas as modalidades de sexo com os clientes, o jovem se depara com um rapaz que lhe faz um único pedido em troca do valor que ele conseguiu durante toda a noite: um beijo na boca. Contrariado, ele até tenta argumentar que não beija em serviço, que o seu trabalho é sexual e não afetivo. É aí então que o outro elabora uma explanação genial. Olhando fundo nos olhos do garoto de programa, ele diz que não quer ser tocado nos seus órgãos sexuais, não é sexo que ele precisa no momento, ele quer ser tocado no coração, e quer que o outro esteja presente com ele no momento. Convencido mais pelo dinheiro do que pela argumentação, o rapaz aceita, a princípio receoso, mas termina por se entregar e depois de um intenso, longo e extasiante beijo, atinge o orgasmo sem nem ao menos tocar em seu pênis.
Há quem diga, "ah, é filme". Mas será que alguém já tentou? Estamos acostumados a associar prazer e orgasmo diretamente aos órgãos sexuais, mas muitos não se atentam para o fato que outras regiões do corpo humano podem produzir efeitos semelhantes de maior, menor ou igual intensidade. E as pessoas que sofrem danos na coluna vertebral e perdem a sensibilidade abaixo da cintura nunca terão mais prazer? O filme que a princípio parecia não dizer nada, me chamou a atenção pela minúcia e sensibilidade que tratou a relação de intimidade entre duas pessoas, além do sexo. Enquanto simplesmente realizava seu trabalho proporcionando deleite nos outros, o rapaz não se envolvia e não estava junto na relação. No momento que dividiu um beijo passou a sentir o outro e se deixou levar pelas sensações que aquela experiência mútua produzia.
Daí me questiono onde está o maior grau de intimidade numa relação a dois. Será que o corpo tem mais domínio que o sentimento nisso tudo? Existe um maior que o outro ou ambos se completam? Só a relação sexual torna duas pessoas mais íntimas do que aquelas que apenas se beijaram? Talvez seja mais fácil jogar com o corpo do que com a emoção. Não digo que o beijo possa proporcionar mais prazer que o sexo, com verdade e afeição um pode levar ao outro, ou não, mas que nessa ligação de intimidade, o segundo ganha na categoria de melhor fotografia, enquanto o primeiro leva a direção de arte.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Vai encarar?
"Me olha no olho!" "Eu tô falando com você! Me encara!" "Olha pra mim!" Por que as pessoas querem tanto que alguém esteja sempre as olhando enquanto falam? Eu sempre tive dificuldade de encarar o olhar do outro quando estou conversando, principalmente se minha intimidade com o outro não for além do habitual "tudo bom?". Eu fujo do olho alheio. Sempre fugi. Na escola tentava ser o mais invisível possível, me esgueirava pelos cantos para não ser visto, mas parece que quanto mais me esforçava, mais era percebido. Nas festas, nas praças, igrejas e calçadas era sempre o cara de cabeça baixa seguindo seu destino temeroso aos olhos alheios. Dediquei grande parte de minha vida a me reclusar em casa, me fechando do mundo e do que a ele pertencesse por medo do poder escondido nas córneas de cada um. Bastava um olhar, e uma inquietação subia pelas pernas, as mãos não sabiam onde se manter, os olhos giravam mais que ventilador no nível 3, e nunca de encontro ao olhar que me dirigiam, ou caso isso ocorresse a rotação do olhar saltava para o nível 7.
Uma certa timidez acompanhada de uma boa dose de insegurança marcaram esses meus dias. Nada que o majestoso tempo não pudesse interferir com seu sopro. Contudo, as paranoias que o tempo varreu deixaram algumas cicatrizes, e ainda hoje tenho dificuldade de concentração quando tento argumentar olhando no olho de alguém. As ideias fogem como eu fugia dos olhares na infância. Sinto a expectativa do outro em mim, enquanto permaneço ali perdido sem foco, roubando a atenção alheia e contando os segundos para reorganizar as peças e não ser abatido como um porco. Se eu quiser realmente elaborar uma teoria e explanar sobre ela com as pessoas, não me peçam para encará-las. Simplesmente perco o foco. O olhar do outro leva embora a minha concentração. E por que os olhos mais do que tudo incomodam tanto? Acredito que eles sejam os órgãos do corpo humano que melhor expõem as nossas fraquezas e nos mostram muito mais do que as imagens do mundo, nos permitem chegar a fundo na natureza almática de cada um.
Indiscutivelmente, é uma tarefa que exige um esforço imensurável de minha parte, mas que consegue obter um significativo resultado ao final. É necessário apenas olhar. Fixar a visão no olho do outro, como se desejasse se ver através de sua imagem refletida num espelho. Com certeza será possível chegar até o outro, nu, livre de qualquer julgamento, desarmado. Vai encontrar o outro. Entretanto, independente do meu trauma de infância, encarar o olhar de um desconhecido é sempre um desafio a qualquer um. Podemos observar uma pessoa em um ponto de ônibus, numa praia, num supermercado, mas é só essa pessoa nos lançar seu olhar que já desviamos e fingimos apenas cuidar da nossa vida. Afinal, quem vai permanecer encarando um estranho até ele se invocar e sair com no mínimo um "que é"? O olhar incomoda. Todos querem ver, mas ninguém quer ser visto. Ou quase ninguém. Há quem faça desses olhares seu verdadeiro quintal.
Nesse aspecto, não há ninguém que supere os recém-nascidos no quesito encarar. Eles são os únicos que encaram de verdade o outro e ainda fazem careta ou choram se não forem com a cara. As crianças já não são nem tão determinadas assim. Por influência da sociedade que evita o cara a cara, elas já começam a desenvolver uma auto-crítica quanto a não continuar observando o outro quando notadas. Algumas tentam, mas acabam escondendo o rosto envergonhadas ou em desespero, como se algum espião da KGB tivesse sido identificado. Outro dia, enquanto aguardava meu ônibus no terminal de integração, um recém-nascido começou a me olhar, daí não me contive e passei a observá-lo também sorrindo. Ele se mantinha sério, analisando cada ponto do meu rosto e do meu corpo, indiferente ao meu sorriso. Depois se virou e passou a olhar o carrinho de picolé. Ainda voltou o rosto na minha direção, mas a mãe percebeu e o mexeu para que ele deixasse de me olhar. Já começam as interferências.
Se o olhar nos diz quem somos, imaginem o mundo inteiro cego. Um único deficiente visual pode contar com o auxílio do outro para pegar uma condução, mas numa cegueira universal nem trânsito haveria. É um caos semelhante ao que se encontra no filme Ensaio sobre a Cegueira, baseado na obra de José Saramago. É a degradação do ser humano aos seus instintos mais primitivos, uma luta pela sobrevivência em um local planejado para ser visto. De certo modo, somos esses cegos quando negamos o nosso direito de enxergar e fugimos aos olhos do outro. O que nos intimida tanto? Talvez a saída da superficialidade e o conhecimento do outro a fundo. Temos medo do que encontrar, de nos perder ou de nos reconhecer? Afinal, somos todos oriundos da mesma matéria e particularmente distintos. E por que não encaro as pessoas, e provavelmente continuarei a agir assim? Porque no fundo temos medo de nós mesmos, sabemos que julgando, seremos julgados, sabemos que se olharmos diretamente até no olho de um cego, encontraremos uma chama acesa lá dentro, acharemos o outro e encontraremos a nós mesmos.
Uma certa timidez acompanhada de uma boa dose de insegurança marcaram esses meus dias. Nada que o majestoso tempo não pudesse interferir com seu sopro. Contudo, as paranoias que o tempo varreu deixaram algumas cicatrizes, e ainda hoje tenho dificuldade de concentração quando tento argumentar olhando no olho de alguém. As ideias fogem como eu fugia dos olhares na infância. Sinto a expectativa do outro em mim, enquanto permaneço ali perdido sem foco, roubando a atenção alheia e contando os segundos para reorganizar as peças e não ser abatido como um porco. Se eu quiser realmente elaborar uma teoria e explanar sobre ela com as pessoas, não me peçam para encará-las. Simplesmente perco o foco. O olhar do outro leva embora a minha concentração. E por que os olhos mais do que tudo incomodam tanto? Acredito que eles sejam os órgãos do corpo humano que melhor expõem as nossas fraquezas e nos mostram muito mais do que as imagens do mundo, nos permitem chegar a fundo na natureza almática de cada um.
Indiscutivelmente, é uma tarefa que exige um esforço imensurável de minha parte, mas que consegue obter um significativo resultado ao final. É necessário apenas olhar. Fixar a visão no olho do outro, como se desejasse se ver através de sua imagem refletida num espelho. Com certeza será possível chegar até o outro, nu, livre de qualquer julgamento, desarmado. Vai encontrar o outro. Entretanto, independente do meu trauma de infância, encarar o olhar de um desconhecido é sempre um desafio a qualquer um. Podemos observar uma pessoa em um ponto de ônibus, numa praia, num supermercado, mas é só essa pessoa nos lançar seu olhar que já desviamos e fingimos apenas cuidar da nossa vida. Afinal, quem vai permanecer encarando um estranho até ele se invocar e sair com no mínimo um "que é"? O olhar incomoda. Todos querem ver, mas ninguém quer ser visto. Ou quase ninguém. Há quem faça desses olhares seu verdadeiro quintal.
Nesse aspecto, não há ninguém que supere os recém-nascidos no quesito encarar. Eles são os únicos que encaram de verdade o outro e ainda fazem careta ou choram se não forem com a cara. As crianças já não são nem tão determinadas assim. Por influência da sociedade que evita o cara a cara, elas já começam a desenvolver uma auto-crítica quanto a não continuar observando o outro quando notadas. Algumas tentam, mas acabam escondendo o rosto envergonhadas ou em desespero, como se algum espião da KGB tivesse sido identificado. Outro dia, enquanto aguardava meu ônibus no terminal de integração, um recém-nascido começou a me olhar, daí não me contive e passei a observá-lo também sorrindo. Ele se mantinha sério, analisando cada ponto do meu rosto e do meu corpo, indiferente ao meu sorriso. Depois se virou e passou a olhar o carrinho de picolé. Ainda voltou o rosto na minha direção, mas a mãe percebeu e o mexeu para que ele deixasse de me olhar. Já começam as interferências.
Se o olhar nos diz quem somos, imaginem o mundo inteiro cego. Um único deficiente visual pode contar com o auxílio do outro para pegar uma condução, mas numa cegueira universal nem trânsito haveria. É um caos semelhante ao que se encontra no filme Ensaio sobre a Cegueira, baseado na obra de José Saramago. É a degradação do ser humano aos seus instintos mais primitivos, uma luta pela sobrevivência em um local planejado para ser visto. De certo modo, somos esses cegos quando negamos o nosso direito de enxergar e fugimos aos olhos do outro. O que nos intimida tanto? Talvez a saída da superficialidade e o conhecimento do outro a fundo. Temos medo do que encontrar, de nos perder ou de nos reconhecer? Afinal, somos todos oriundos da mesma matéria e particularmente distintos. E por que não encaro as pessoas, e provavelmente continuarei a agir assim? Porque no fundo temos medo de nós mesmos, sabemos que julgando, seremos julgados, sabemos que se olharmos diretamente até no olho de um cego, encontraremos uma chama acesa lá dentro, acharemos o outro e encontraremos a nós mesmos.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Além das fronteiras
Quem nunca olhou para o céu e se perguntou o que haveria além daquela imensidão de estrelas? Ontem me vi perplexo diante de uma constatação acerca da existência de vida inteligente em outros planetas. A revista Época divulgou o relatório do exército de 1997 sobre o caso do ET de Varginha. Como consta no documento, o caso mais famoso da presença alienígena no nosso país não passa de mais um mito da população. O que já era de se esperar. As inúmeras histórias sobre OVNIs e ETs no nosso planeta alimentam a fantasia de muitos curiosos e aumenta a pesquisa dos ufólogos em todo o mundo, em busca de captar algum sinal que prove a existência desses seres no nosso solo. Particularmente, não acredito que o planeta Terra já tenha sido visitado por extraterrestres e só não considero o fato uma perda de tempo, por acreditar na existência de vida inteligente em algum ponto fora da nossa galáxia.
Seria bastante difícil alguma espaçonave entrar na nossa atmosfera sem ser detectada pelos radares, satélites ou qualquer agência espacial. E haveria de ser uma espécie extremamente evoluída pra conseguir criar uma nave capaz de transportar tripulantes por tamanhas distâncias pelo universo. Um ufólogo da reportagem do ET de Varginha afirmou que não há nenhum registro científico até hoje que prove a existência de vida fora do nosso planeta. De certa forma, essa afirmação me pegou de súbito. Há tempos que tenho essa possibilidade como algo concreto em minha vida. E longe de acreditar nisso por influência do Superman. É algo simples, basta olhar para o céu e ver a sua imensidade de estrelas. Não dá pra pensar que temos o privilégio de viver no único planeta habitado dentre infinitas galáxias. É apenas uma questão evolutiva até o homem chegar em contato com civilizações de outros globos. A princípio achávamos que o sol girava em torno da Terra, depois o homem atravessou os oceanos e chegou à América, construiu um foguete e alcançou o espaço, a lua e hoje já lança sondas em Marte. Ainda nem conhecemos a nossa galáxia por completo. O próximo passo é só uma consequência.
O interessante quando se fala de vida extraterrestre é a associação que as pessoas fazem a seres bizarros, monstruosos, com superpoderes e que querem destruir o nosso planeta. E o mito chega ao cinema reafirmando ainda mais essas teorias. Em Sinais e ET o Extraterrestre, encontramos seres assustadores, esqueléticos, de olhos grandes, boca e nariz pequenos, e que em Sinais ainda têm medo de água. Em Independence Day e Guerra dos Mundos, os ETs são máquinas ou controlam máquinas superpoderosas que destroem o ser humano em fração de segundo. E por aí seguem vários outros filmes: A Invasão, MIB Homens de Preto, Alien, Tropas Estelares, O Dia em que a Terra Parou, Marte Ataca, Star Wars, Planeta dos Macacos. Em meio a tanta barbárie temos Kal-el de Kripton. Mas não vejo as civilizações extraterrestres com essa sede de matança, pelo contrário, penso que devem ter sociedades organizadas como a nossa, tecnologia similar ou mais ou menos avançada. Aliás, devem existir desde mundos pré-históricos a civilizações altamente industrializadas.
Imaginem por um momento se alguma agência espacial divulgasse ter encontrado vida inteligente fora da Terra. Seria um frenesi. Os olhos da população estariam voltados para o espaço mais do que nunca. A curiosidade em torno dos seres, de como faríamos o contato, a língua local, a amistosidade ou não deles e o receio de expor o nosso planeta ao desconhecido. A nossa missão seria com certeza de paz, de estabelecer contato e conhecer outras fronteiras do espaço. Podemos pensar que eles teriam a mesma reação, mas não poderíamos afirmar, afinal, é um outro mundo distante da nossa realidade. E nesse contato só poderíamos ter a certeza de um fato: o planeta mais evoluído iria querer impor a sua dominação, a menos que estivessem em níveis semelhantes. Contudo, seria tentador imaginar dois planetas vivendo em harmonia, compartilhando conhecimentos, tecnologias, recursos minerais e tendo até viagens e migrações de habitantes para cada planeta. Há também quem acredite que cada esfera do espaço e mesmo os planetas hostis da nossa galáxia sejam habitados por seres de natureza etérea, imperceptíveis aos nossos olhos. Mas aí já entraria no campo da espiritualidade e prefiro deixar os mistérios do universo aos limites do vôo da mente de cada um.
Seria bastante difícil alguma espaçonave entrar na nossa atmosfera sem ser detectada pelos radares, satélites ou qualquer agência espacial. E haveria de ser uma espécie extremamente evoluída pra conseguir criar uma nave capaz de transportar tripulantes por tamanhas distâncias pelo universo. Um ufólogo da reportagem do ET de Varginha afirmou que não há nenhum registro científico até hoje que prove a existência de vida fora do nosso planeta. De certa forma, essa afirmação me pegou de súbito. Há tempos que tenho essa possibilidade como algo concreto em minha vida. E longe de acreditar nisso por influência do Superman. É algo simples, basta olhar para o céu e ver a sua imensidade de estrelas. Não dá pra pensar que temos o privilégio de viver no único planeta habitado dentre infinitas galáxias. É apenas uma questão evolutiva até o homem chegar em contato com civilizações de outros globos. A princípio achávamos que o sol girava em torno da Terra, depois o homem atravessou os oceanos e chegou à América, construiu um foguete e alcançou o espaço, a lua e hoje já lança sondas em Marte. Ainda nem conhecemos a nossa galáxia por completo. O próximo passo é só uma consequência.
O interessante quando se fala de vida extraterrestre é a associação que as pessoas fazem a seres bizarros, monstruosos, com superpoderes e que querem destruir o nosso planeta. E o mito chega ao cinema reafirmando ainda mais essas teorias. Em Sinais e ET o Extraterrestre, encontramos seres assustadores, esqueléticos, de olhos grandes, boca e nariz pequenos, e que em Sinais ainda têm medo de água. Em Independence Day e Guerra dos Mundos, os ETs são máquinas ou controlam máquinas superpoderosas que destroem o ser humano em fração de segundo. E por aí seguem vários outros filmes: A Invasão, MIB Homens de Preto, Alien, Tropas Estelares, O Dia em que a Terra Parou, Marte Ataca, Star Wars, Planeta dos Macacos. Em meio a tanta barbárie temos Kal-el de Kripton. Mas não vejo as civilizações extraterrestres com essa sede de matança, pelo contrário, penso que devem ter sociedades organizadas como a nossa, tecnologia similar ou mais ou menos avançada. Aliás, devem existir desde mundos pré-históricos a civilizações altamente industrializadas.
Imaginem por um momento se alguma agência espacial divulgasse ter encontrado vida inteligente fora da Terra. Seria um frenesi. Os olhos da população estariam voltados para o espaço mais do que nunca. A curiosidade em torno dos seres, de como faríamos o contato, a língua local, a amistosidade ou não deles e o receio de expor o nosso planeta ao desconhecido. A nossa missão seria com certeza de paz, de estabelecer contato e conhecer outras fronteiras do espaço. Podemos pensar que eles teriam a mesma reação, mas não poderíamos afirmar, afinal, é um outro mundo distante da nossa realidade. E nesse contato só poderíamos ter a certeza de um fato: o planeta mais evoluído iria querer impor a sua dominação, a menos que estivessem em níveis semelhantes. Contudo, seria tentador imaginar dois planetas vivendo em harmonia, compartilhando conhecimentos, tecnologias, recursos minerais e tendo até viagens e migrações de habitantes para cada planeta. Há também quem acredite que cada esfera do espaço e mesmo os planetas hostis da nossa galáxia sejam habitados por seres de natureza etérea, imperceptíveis aos nossos olhos. Mas aí já entraria no campo da espiritualidade e prefiro deixar os mistérios do universo aos limites do vôo da mente de cada um.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Nossa própria trilha
Vou explicar porque sempre coloco uma música para cada postagem que escrevo, embora alguns provedores nem executem o gadget. É simples! A música torna a postagem mais densa, mais leve, mais divertida. As canções têm esse poder. Elas são capazes de nos tirar do poço e de nos atolar também. Imaginem o que seria de 2001: Uma Odisseia no Espaço sem a sua trilha sonora? Dos seus 139 minutos, 99 estão embalados por suas melodias. E assim muitos outros filmes. É só pensar um pouco que a própria trilha sonora consegue nos portar até algum. Ghost, E o Vento Levou, O Fantasma da Ópera, Guerra nas Estrelas, Titanic. Como pensar em Indiana Jones sem lembrar de sua trilha? O mesmo com E.T. O Extra Terrestre, Jurassic Park, 007, Cantando na Chuva, Os Intocáveis. Os grandes clássicos do terror como Psicose, Sexta-feira 13 e Tubarão também guardam seus registros. O tema de Rocky Balboa virou sinônimo de boxe. E não há quem não viaje pelos céus na trilha do grande homem de aço.
A trilha sonora é um elemento de grande importância na construção de um filme, tornando-se em alguns casos até um personagem à parte. Aqueles sons que embalam a vida dos personagens são responsáveis por registrar na nossa memória a mensagem de cada filme. E acredito que um bom filme tem que obrigatoriamente ter uma majestosa trilha sonora, capaz de levarmos pra casa e continuarmos extasiados por ao menos algum tempo. Sou apaixonado por música. Só consigo lavar louça ouvindo algo. Sinto que ela torna o mundo mais divertido, mais colorido. Um beijo pode ser apenas um beijo, mas experimente soltar uma trilha romântica na hora, que antes do beijo, o olhar já será outro.
Outro dia caminhava sozinho pelo shopping. Estava naqueles dias de amargura, olhando pra cada um com vontade de esganar. Caminhava apressado pra lugar nenhum, mal olhava o rosto de alguém. Daí me sentei, peguei o celular, o fone de ouvido, liguei o mp3 e comecei a ouvir algumas canções. A agitação e a amargura foram se aquietando. Comecei a olhar as pessoas. Um casal conversando, uma menina mimada puxando a blusa da mãe. Já não parecia tão irritante. Olhei em volta como se a música fosse o mais importante e todos ao redor meros figurantes. O mundo ou a praça de alimentação já não era mais o mesmo. Comecei a caminhar, agora devagar, olhava as pessoas, sentia meus passos, conseguia sorrir da agitação das pessoas, da falta de tempo, eu tinha o tempo ali a meu favor. A vida transbordava aos meus olhos como o atlântico engolindo o Titanic. (Profundo, não?)
Bom seria se pudéssemos sempre estar embalados por alguma canção no nosso dia-a-dia. Nas filas dos bancos, no trânsito, nos supermercados, no corre-corre, nas brigas, nos medos, nas dúvidas, nas alegrias. Sempre ali com uma trilha sonora nos acenando sobre o que nos é importante na vida. Mas como ainda não temos um editor de áudio ao nosso dispor, vou abrindo meu mp3 e sentindo a vida pelas ruas e avenidas de vez em quando. Devo dizer que escrevi esse post embalado por Kenny G e alguns temas de filmes românticos, então se pareceu piegas demais a alguém, sugiro que o leia de novo escutando o mesmo. Afinal, temos o direito e por que não dizer o dever de ser piegas em alguns momentos. Nos permitimos ser críticos, céticos, egoístas, ambiciosos por tanto tempo, então relaxe alguns minutos e se entregue ao "melosismo". Sua vida vai voltar ao normal ao fim da canção.
A trilha sonora é um elemento de grande importância na construção de um filme, tornando-se em alguns casos até um personagem à parte. Aqueles sons que embalam a vida dos personagens são responsáveis por registrar na nossa memória a mensagem de cada filme. E acredito que um bom filme tem que obrigatoriamente ter uma majestosa trilha sonora, capaz de levarmos pra casa e continuarmos extasiados por ao menos algum tempo. Sou apaixonado por música. Só consigo lavar louça ouvindo algo. Sinto que ela torna o mundo mais divertido, mais colorido. Um beijo pode ser apenas um beijo, mas experimente soltar uma trilha romântica na hora, que antes do beijo, o olhar já será outro.
Outro dia caminhava sozinho pelo shopping. Estava naqueles dias de amargura, olhando pra cada um com vontade de esganar. Caminhava apressado pra lugar nenhum, mal olhava o rosto de alguém. Daí me sentei, peguei o celular, o fone de ouvido, liguei o mp3 e comecei a ouvir algumas canções. A agitação e a amargura foram se aquietando. Comecei a olhar as pessoas. Um casal conversando, uma menina mimada puxando a blusa da mãe. Já não parecia tão irritante. Olhei em volta como se a música fosse o mais importante e todos ao redor meros figurantes. O mundo ou a praça de alimentação já não era mais o mesmo. Comecei a caminhar, agora devagar, olhava as pessoas, sentia meus passos, conseguia sorrir da agitação das pessoas, da falta de tempo, eu tinha o tempo ali a meu favor. A vida transbordava aos meus olhos como o atlântico engolindo o Titanic. (Profundo, não?)
Bom seria se pudéssemos sempre estar embalados por alguma canção no nosso dia-a-dia. Nas filas dos bancos, no trânsito, nos supermercados, no corre-corre, nas brigas, nos medos, nas dúvidas, nas alegrias. Sempre ali com uma trilha sonora nos acenando sobre o que nos é importante na vida. Mas como ainda não temos um editor de áudio ao nosso dispor, vou abrindo meu mp3 e sentindo a vida pelas ruas e avenidas de vez em quando. Devo dizer que escrevi esse post embalado por Kenny G e alguns temas de filmes românticos, então se pareceu piegas demais a alguém, sugiro que o leia de novo escutando o mesmo. Afinal, temos o direito e por que não dizer o dever de ser piegas em alguns momentos. Nos permitimos ser críticos, céticos, egoístas, ambiciosos por tanto tempo, então relaxe alguns minutos e se entregue ao "melosismo". Sua vida vai voltar ao normal ao fim da canção.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Bem-vindo ao Nosso Lar

Ontem finalmente assisti no cinema o filme Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier. Desde que vi pela primeira vez o trailer, percebi que seria um grande filme, tanto pela superprodução que lembra até os filmes hollywoodianos, como pela sua temática. Venho adentrando pelo universo kardecista desde meus 18 anos, quando voltei a acreditar em vida após a morte e na existência de um ser supremo. Sinto que no momento atual estou bastante envolvido com o tema, participo da montagem de uma peça teatral de temática espírita, tenho intensificado minha leitura na doutrina e me sinto cada vez mais sensível ao assunto.
Por ser a religião com a qual me identifico, a expectativa foi gigante quanto ao filme, e como esperado, acompanhei durante os 102 minutos, uma verdadeira avalanche de emoção, acolhimento e muito amor. Consegui identificar tudo aquilo que venho estudando sobre a Doutrina Espírita. Me parecia a mais completa representação da realidade humana. Sentimentos se misturando dentro de mim naquela sala lotada, onde nem todos compartilhavam das mesmas sensações. Alguns riam do que não entendiam, outros conversavam, questionavam. Angústia, alegria, compreensão, vazio, caridade, amor, tudo isso rolava dentro de mim. Posso até ter exagerado, afinal era apenas um filme, mas um filme que me tocava inevitavelmente, o que podia fazer?
Saí daquela sala ainda em ebulição. Tudo parecia haver mudado, olhava as pessoas saindo, conversando, rindo, não era possível que apenas eu tivesse sido tão abalado pelo filme. O percurso que fiz daí até minha casa foi inexplicável. Não me recordo exatamente dos detalhes, visto que minha mente estava ainda naqueles 102 minutos. Parecia que eu havia flutuado do cinema até em casa. Nada me incomodou, filas, pessoas, demora de ônibus, lotação, aliás, os ônibus foram rápidos e estavam quase vazios para um sábado.
Já em casa, numa rápida pesquisa pela internet, encontrei as primeiras críticas com relação ao filme. Depoimentos de pessoas emocionadas, satisfeitas com a produção, até um presbiteriano que se dizia comovido e admirado com as teorias do espiritismo, que a ele sempre pareceram tão erradas, e claro, achei as famosas críticas negativas que os jornais não cansam de fazer. Criticavam a cidade futurista, as ideias previsíveis, o céu azul, as gaivotas voando, as roupas claras esvoaçantes do elenco, criticaram até o orçamento que é considerado o mais caro do cinema nacional e fichinha se comparado aos padrões de Hollywood.
Bom, ou eu sou um poço de sensibilidade inútil, ou essas críticas não fazem a menor diferença no resultado final do filme. Confesso até que se não conhecesse um pouquinho já de espiritismo, acharia tudo um verdadeiro devaneio. E talvez por isso, a falta de esclarecimento da religião, leve muitos a apontar fatos que desconhecem. Mas afinal o que eles esperavam de um filme que retratava a vida pós-morte? Uma aventura a la Harry Potter? É claro que os acontecimentos são previsíveis, aliás, achei alguns até inusitados. Talvez quem sabe se todos usassem roupas normais tornasse mais crível para alguns. Contudo, tratar do que não se conhece é sempre um tiro no escuro. E quem pode garantir a esses críticos que o céu não é azul e não existem gaivotas voando? Se o céu fosse roxo ou amarelo seria mais interessante pra eles? Acredito que a mensagem retratada é mais significante do que detalhes do "paraíso".
Um tal Paulo Floro, do JC Online de Pernambuco disse que faltava mais naturalidade, mais realismo nas cenas. Como ele sabe o que precisava em um ambiente que ele mesmo desconhece a existência? Chamou até de um pós-vida cafona. Tem que ter moda até pra viver depois da morte, né? Isso é porque se fala de espiritismo hoje como o assunto que está em alta, como se a doutrina fosse um tema qualquer que chega e vai embora, como as crises do petróleo ou os ataques terroristas. E a consequência da exploração demasiada do tema em filmes e novelas, exige dos diretores inovação e tentativas de criar ambientes cada vez mais surreais.
Apesar de todas as sugestivas críticas sobre a produção de Nosso Lar, acredito que o filme é uma grande obra do nosso cinema. Deixado de lado as roupas esvoaçantes, o céu azul e as gaivotas voando, a rica mensagem que fica desse trabalho que vendeu mais de 2 milhões de exemplares em livro, e foi base para a construção da novela A Viagem de Ivani Ribeiro, é a continuação da vida após a morte, através do prisma da Doutrina Espírita. Nenhum outro filme que tenha conhecimento, retratou tão fielmente os ensinamentos do espiritismo como Nosso Lar. E independente de todos os clichês utilizados, a mensagem de amor, perdão, crescimento e continuidade, atravessa a tela e chega aos corações, ao menos dos mais sensíveis. O duro é abandonar a sala depois e perceber que a realidade aqui ainda é outra bem diferente, onde os interesses pessoais sempre falam mais alto e o amor e o perdão ainda estão no fim da fila.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Uma Tarde e Tanto

Mudava de canal por acaso na última quarta-feira à noite, em busca de algo que pudesse entreter minha mente até pegar no sono, quando parei no Programa do Jô. Devo confessar que não é um dos meus programas preferidos, embora seja a opção da maioria da elite, e um dos primeiros que sai quando se pergunta sobre o programa preferido a alguém que quer se dizer culto. Às vezes aparecem algumas entrevistas legais, mas geralmente não aguento ver os famosos falando de suas pitorescas aventuras caseiras de uma vida regrada.
Entretanto, consegui me fixar numa entrevista que rolava com Denise Fraga. A leveza da atriz e seu bom humor associado ao papo, me prenderam por ali. Me surpreendi com seu jeito solto de falar, de sentir a vida, seu jeito de se vestir. Lembrou-me muito Emília, uma grande companheira e atriz do teatro. Denise ressaltava a importância do seu novo filme que está em cartaz "As Melhores Coisas do Mundo". Já havia visto o pôster no cinema, mas não me interessei o suficiente para assistir. Contudo, ela falava tão bem do filme e com tanto sentimento e verdade, que meu interesse foi aumentando. Jô até passou um trecho do filme.
Não deu outra, na tarde seguinte fui ao cinema conferir de perto o que Denise havia dito. E não me decepcionei. Como sempre, fui sozinho, entrei na sala e a dividi com mais umas quatro ou cinco pessoas. Mas prefiro assim, detesto ir ao cinema lotado com um monte de gente fofocando, atendendo celular, zuando. Nesses casos, o vazio é mais bem vindo. O filme foi um encanto. De maneira simples resgatou a alma de uma escola de ensino médio, com todos os lances, agitação, rebeldia, encrencas e azarações como uma Malhação nunca conseguiu fazer. Falou de amor, de descobertas, de preconceitos, de sonhos, de frustrações e não perdeu o tom verdadeiro da história.
Se o roteiro, a direção e o elenco estavam afiados, a trilha sonora não poderia deixar a dever. De contraponto ao turbulento mundo jovem da trama, a clássica Something dos Beatles vinha na voz do próprio personagem Mano, acalentar os ânimos. Era como se ela conseguisse invadir aquele espaço como um paradoxo tão grande quanto a mente da juventude. A agitação e a tranquilidade lado a lado construindo um mundo de descobertas e contradições. Foi uma bela experiência. Valeu Denise pelo incentivo e pela oportunidade de além de curtir um bom filme, viajar numa das mais belas canções do quarteto de Liverpool. E você me pergunta se meu amor vai crescer, eu não sei, eu não sei.
"You're asking me wiil my love grow, I don't know, I don't know!!!"
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Depois da Projeção
Quando as luzes se apagam começa a emoção nas salas de cinema. Mais de 90 minutos de um mergulho no imaginário, nos sonhos e no inconsciente de cada um. Durante esses mais de 90 minutos de escuridão acompanhamos vidas inteiras dentro de uma tela. Quando as luzes voltam a se acender é o fim da viagem e o recomeço da caminhada. Nossa vida é como um filme que começa ansioso e cheio de expectativas, mas pode terminar sem aviso prévio. Antes de nos prepararmos para os créditos, somos ofuscados com a luz do último instante e precisamos sair da sala, mesmo que ainda desejássemos permanecer nas imagens do que acabamos de viver. Não temos domínio sobre nosso futuro, a qualquer hora podem acender as luzes e desligar os projetores e o filme termina para cada um de nós.Assim foi o último fotograma da vida do ator australiano Heath Ledger. Uma carreira promissora e bem sucedida interrompida por alguns comprimidos para dormir. Algo tão banal, que poderia ter sido evitado, pôs créditos no único filme que não poderia terminar agora. Uma morte prematura que chocou o mundo. Sem dúvida o cinema está de luto. Quem sabe quantos planos ele ainda fazia para sua vida? Quantos projetos? Se na cabeça dos milhões de fãs espalhados pelo mundo inteiro nunca passou a idéia de vê-lo tão cedo em um plástico preto empurrado pelos paramédicos, imaginem o próprio Ledger, no auge de uma carreira que já lhe rendera indicações ao Oscar e diversas premiações? Esse filme realmente acabou cedo e arrematou todos de supetão. Imaginem chegar em casa, pegar alguns remédios a mais para conseguir descansar e dormir, e acabar encontrando a última cena da história.
Aprendemos ainda no jardim de infância que a vida é feita de ciclos e que todos, mais cedo ou mais tarde, irão chegar ao inevitável ciclo final, onde os mistérios que o cercam são desconhecidos e apenas buscamos orientações nas mais diversas crenças, para encontrar conforto e uma explicação plausível para o que nos espera depois da última projeção. Mas é inevitável a sensação de impotência e fragilidade humana diante das letras “The End”. A partida de alguém sempre mexe com os sentimentos dos que ficam, mesmo que imaginem o que irão encontrar também algum dia. E quando quem encurta o filme é alguém tão jovem, parece que ficamos injuriados com o enredo da vida. Porque aprendemos também na escola que todos temos que passar por cada um dos ciclos da vida, e não aceitamos a ruptura dessa série, não admitimos que o filme acabe no clímax da história.
Mas não podemos controlar os nossos passos. Determinadas pessoas arriscam a vida diariamente acreditando num ilusório pensamento de que somos invencíveis, que temos a vida nas mãos, quando a realidade é mais cruel e sorrateira que um câncer. Que pena que nessa história já não podemos fazer edição e cortar o que não seria legal. Que pena que já não podemos mudar o roteiro e refazer a história, alterando os fatos e tornando melhor o que poderia ser diferente. Mas esse é o filme da vida e só Deus constrói o roteiro e edita as seqüências. Embora grandes dos melhores filmes já produzidos no cinema terminaram de forma trágica e ainda assim ganharam prêmios e elogios da critica. Que o diga “Brokeback Mountain”, o filme que consagrou Ledger e o tornou tão imortal quanto o seu cáuboi Ennis Del Mar.
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